ENCONTRO INTERCONCELHIO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES
O encontro iniciou-se com uma visita guiada à Biblioteca Municipal de Silves,orientada pelo técnico superior Paulo Pires, que prestou vários esclarecimentos sobre o funcionamento da Biblioteca, seus utilizadores e actividades desenvolvidas.

Após esta apresentação, teve lugar a palestra com a convidada, Dr ª Maria José Vitorino. A conversa, conduzida pela coordenadora interconcelhia, Prof ª Madalena Santos, abordou aspectos vários sobre a Bibliotecas: a sua missão e formas de concretização, modelo de auto-avaliação, o papel do professor bibliotecário ...
Foi uma tarde agradável e de muita e proveitosa conversa...
Formação - Biblioteca Escolar - instrumento de desenvolvimento curricular
O Grupo de Trabalho das Bibliotecas do concelho de Lagoa promoveu, durante este ano lectivo, um círculo de estudos intitulado " Biblioteca Escolar - Instrumento de desenvolvimento curricular".Os trabalhos realizados no âmbito desta formação encontram-se disponíveis no blogue:
BIBLIOTECA ESCOLAR - FORMAÇÃO:
ENCONTRO DE GRUPOS DE TRABALHO
12 DE JULHO | 14.00h
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES
Encontro interconcelhio de GRUPOS DE TRABALHO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES (Faro, Lagoa, Silves), com palestra pela
Dr.ª MARIA JOSÉ VITORINO
Org.: Coordenação interconcelhia da R.B.E.
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES
Encontro interconcelhio de GRUPOS DE TRABALHO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES (Faro, Lagoa, Silves), com palestra pela
Dr.ª MARIA JOSÉ VITORINO
Org.: Coordenação interconcelhia da R.B.E.
Marketing nas Bibliotecas Escolares, para quê?
Os conceitos de Marketing estiveram no passado associados, quase em regime de exclusividade, às organizações com fins lucrativos, hoje tal não se verifica e a aplicabilidade do marketing saltou para a utilização em diversos tipos de organizações, incluindo as bibliotecas. Esta alteração também se deve à referência em documentos internacionais, como as Directrizes da IFLA (Federação Internacional das Associações e Instituições Bibliotecárias) para as Bibliotecas Escolares.
O Marketing aplicado aos serviços de informação é um instrumento de gestão com o objectivo de identificar, antecipar e satisfazer as necessidades do utilizador, contribuindo para a concretização da Missão da Biblioteca Escolar. Assim, o Marketing servirá para promover os serviços e os recursos informativos, com o objectivo de satisfazer os utilizadores, razão pela qual a biblioteca existe. Sem utilizadores a biblioteca escolar não seria mais do que um local agradável, com um espaço acolhedor, mas com uma utilidade pouco clara perdendo a essência da sua missão: proporcionar informação e ideias para o sucesso, na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento e desenvolver competências para a aprendizagem ao longo da vida.
Em primeiro lugar, há que clarificar a missão da biblioteca escolar e os seus objectivos. Uma biblioteca escolar não existe só porque alguém a montou, mobilou e equipou, existe para que a sua comunidade de utilizadores realize aprendizagem, constituindo-se como um recurso fundamental na operacionalização do Projecto Educativo da Escola onde está inserida. Os utilizadores da biblioteca situam-se em dois grandes grupos : professores e alunos, não excluindo os outros grupos de utilizadores: encarregados de educação e comunidade educativa em geral.A aplicação das ideias de marketing tem com finalidade ajustar a planificação e a gestão aos objectivos da biblioteca escolar e torná-los tangíveis. A primeira fase implica o conhecimento da organização biblioteca escolar: Qual a missão e os objectivos desta biblioteca, que serviços disponibiliza? Que colecção possuí, que necessidades têm os seus utilizadores? Será que é importante conhecer as necessidades dos diferentes segmentos de utilizadores?
As estratégias de marketing irão responder ao seguinte: o que será feito? Quando? Qual o resultado a atingir?
Desenvolver uma biblioteca escolar assenta em primeiro lugar na consciência da sua missão e da visão do que irá fazer no contexto que serve, num processo adaptado às necessidades.
A biblioteca, ao usar estratégias de marketing, delineia acções de promoção e de melhoria no sentido da qualidade dos seus serviços. Ao analisar toda a sua organização, estará a inovar o processo, no sentido em que acrescenta valor ao que já existe. Não se trata de um processo de acrescentar algo de novo, mas de mostrar e de demonstrar as potencialidades do que já existe, do que já concretiza. Também acontece transformação e inovação, na medida em que os modelos lineares de planificação e de actuação são questionados e dão lugar a modelos pro-activos, que têm como objectivo ajustar os serviços aos utilizadores com o foco de trabalho na missão, nos objectivos e na qualidade dos serviços.
Nada é tão poderoso no mundo como uma ideia cuja oportunidade chegou (Vitor Hugo)
Madalena Santos
A BIBLIOTECA NA FEIRA DA CIDADANIA
Lagoa, 30 de Maio de 2010
Sair à rua
Saio à rua e vejo a vizinha que mora mesmo ao lado, o filho de alguém, rapaz que balanceia o corpo na negação do caminho dos deveres impostos de futuro.
O marido de qualquer vizinha que trabalha nas Finanças, na loja dos telemóveis ou noutro sítio qualquer.
O carteiro que carrega deveres, obrigações, esperanças, fechadas em rectângulos. A carrinha do padeiro e até o cheiro do restaurante.
Há pão, há trabalho, há letras, há dúvidas, há insatisfações misturadas numa mesma rua.
Rua, retalho de mundo, rua ligação de vontades, rua espaço aberto ao céu.
Nas ruas há casas abertas e fechadas e há uma grande casa aberta a olhar eternamente, perdidamente apaixonada pela rua, pelo mundo: a Biblioteca.
E há dias, em que até as bibliotecas se gostam de mostrar e com o mesmo à vontade que estão dentro de portas instalam-se na tenda, mesmo no meio da rua, debaixo de um sol convicto e simplesmente abrem as cortinas e convidam todos os passeantes a olhar, olhar para si, para os outros e a deixarem interrogações de caminhos, de ruas já percorridas.
O rapaz que balanceia o corpo não entra na tenda, os balanços são tão fortes que receia as suas consequências, a vizinha olha, acha bonito, nada pergunta com receio de parecer fora do mundo, um marido qualquer aprova com a cabeça, esboça um sorriso e todos os gestos ficam de acordo com o seu pensamento: a educação necessita, necessitará sempre de reforços e a cidadania, certamente, passará por aqui.
As crianças entram, com quem entra na sua casa e instalam-se, e mexem, e remexem e decidem-se, quero isto, não quero aquilo. Quero “ir” ao Magalhães” , quero fazer um desenho, quero ler, quero pintar. Quero, a vontade expressa de quem sabe o que procura ou o conforto da decisão.
Na grande praça do Auditório Municipal estão mais de quarenta tendas de agrupamento de escolas, de associações, de instituições, insufláveis, o palco para os grandes espectáculos de animação, o auditório para os seminários e encontros com escritores e outros, a grande tenda da feira do livro responsabilidade da Biblioteca Municipal e a tenda das Bibliotecas Escolares, no mesmo terreiro, fazendo parte de um todo, mostrando-se e mostrando que o seu lugar é no mundo vivo, no meio da gente, dialogando com quem passa e deixando as marcas da sua existência.Entra uma criança e faz questão de partilhar a sua nova aquisição, um livro que o pai lhe comprou. Carrega-o com vaidade, qual tesouro, só dela. A professora, que está na tenda, ouve-a e esfrega as mãos, uma contra a outra, em pleno contentemento, aperta a sua voz no mais fundo de si e delicia-se no seu trabalho.
Madalena Santos
Coordenadora inter-concelhia RBE
AS BIBLIOTECAS ESCOLARES DE LAGOA NA FEIRA DA CIDADANIA
O Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Concelho de Lagoa participa, pela segunda vez, na Feira da Cidadania, Festa da Criança e Feira do Livro.
Trata-se de uma mostra de serviços e actividades sócio-educativas, culturais, desportivas e recreativas que se realiza anualmente , desde 2006, no concelho de Lagoa (Algarve).
OS 1000 SITES MAIS VISITADOS
A Google divulgou hoje uma lista com os mil sites mais visitados da Web. Chamado de Ad Planner Top 1000 Sites, o relatório tem em consideração apenas visitantes únicos que usaram o serviço de buscas para chegar ao seu destino.Como de costume, o Facebook está no topo da lista. Com 540 mil visitantes únicos - um alcance global de 35% - , o Facebook atingiu, em Abril, 570 mil milhões depageviews.
A Google divulgou hoje uma lista com os mil sites mais visitados da Web. Chamado de Ad Planner Top 1000 Sites, o relatório tem em consideração apenas visitantes únicos que usaram o serviço de buscas para chegar ao seu destino.
Como de costume, o Facebook está no topo da lista. Com 540 mil visitantes únicos - um alcance global de 35% - , o Facebook atingiu, em Abril, 570 mil milhões depageviews.
Entre as redes sociais, o Twitter aparece na 18º colocação, seguido do MySpace, na 26,º e do Flickr, na 31º posição. Não há qualquer site português nesta lista - pelo menos nós não o encontrámos.Este relatório é publicado mensalmente. A lista não leva em consideração sites adultos, redes de anúncios, domínios que não têm conteúdo publicamente visível ou que não carregam correctamente, e alguns sites da Google.
Este relatório é publicado mensalmente. A lista não leva em consideração sites adultos, redes de anúncios, domínios que não têm conteúdo publicamente visível ou que não carregam correctamente, e alguns sites da Google.
Feira da Cidadania / Festa da Criança / Feira do Livro
À semelhança do que aconteceu no ano anterior, o Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Concelho de Lagoa vai participar na Feira da Cidadania do Concelho de Lagoa. Estão todos convidados a passar pelo nosso cantinho ...
2º Encontro de Bibliotecas Escolares do Algarve
Programa
9h30 - Abertura do secretariado10h - Sessão de abertura
Sua Excelência a Senhora Ministra da Educação ; Presidente da Câmara Municipal de Tavira ; Director Regional de Educação do Algarve ; Coordenadora do Gabinete do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares
10h30 - Conferência
”A Literacia dos média face aos desafios colocados pela Sociedade da Informação e do Conhecimento.”
por Mirian Tavares – Universidade do Algarve e CIAC, Centro de Investigação em Artes e Comunicação
Moderadora Manuela Silva – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares
11h10 - Debate
11h25 - Pausa para café (serviço dos alunos do curso CEF- Serviço Mesa, da Escola D. Paio Peres Correia)
11h45 - Web 2.0 e as Bibliotecas
”Web 2.0 – novas oportunidades para as bibliotecas? Comunicar compensa!” por Luísa Alvim – Casa de Camilo – Museu e Centro de Estudos
WEB 2.0 – espaço de partilha e de construção colaborativa de saberes e de competências ao serviço da biblioteca escolar? por Fernando Carmo – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares
Moderadora Salomé Horta - Biblioteca Municipal António Ramos Rosa (Faro
12h30 - Debate
13h - Amoço
14h30 - Conferência – Leitura….“O melhor é ler mais”por Filomena Cravo - PNL
15h - Painel Boas Práticas
Moderadora Professora Bibliotecária Ana Cristina - Escola Sec. /3 ciclo. Dr. Jorge Augusto Correia - Tavira
Projecto "Ver para Ler" - Graça Lobo e Filomena Branco (DREAlg)
A literacia da informação - Luís Brito - AVE de Armação de Pêra (Armação de Pêra)
“Com o Magalhães, uma história de encantar para rir e sonhar" Emília Maria Firmino - AVE Parchal (Lagoa)
A utilização do Moodle: da biblioteca para a escola - Nélia Estevão - AVE João da Rosa (Olhão)
16h30 - Debate
17h - Encerramento
O que faz um professor bibliotecário ...?
Este vídeo, concebido pelo Library Professionals Committee, da United Teachers of Los Angeles, explicita de forma simples e clara algumas das principais funções dos professores bibliotecários.
ENCONTRO COM NINFA PARREIRAS
A Biblioteca do Agrupamento Vertical Jacinto Correia - Lagoa encontra-se a organizar um seminário sobre " O Brinquedo na Literatura Infantil" que contará com a presença da escritora e especialista em literatura Ninfa Parreiras, no próximo dia 19 de Março, pelas 16 horas, no Auditório da Escola E.B.2,3 Jacinto Correia.
CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!
Honório Resende na Biblioteca da Escola Secundária de Lagoa
A Biblioteca da Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira - Lagoa tem o prazer de anunciar a promoção do livro "Dois Compadres", de Honório Resende.
A sessão de promoção da obra decorrerá nesta Biblioteca , no dia 11 de Março de 2010, pelas 15.00 horas. O autor estará presente para prestar esclarecimentos.
A Minha Biblioteca
Reflecti durante algum tempo naquilo que poderia escrever sobre o tema - Bibliotecas.
Entristece-me pensar que nada de realmente singular poderei dizer-vos, a vós, colegas Bibliotecários, que muito prezo e que tão bem compreendem o que é “ter“ uma biblioteca.
Se vos disser que é com alegria que todas as manhãs abro a porta da minha biblioteca soará a um lugar-comum, mas é isso que sinto, sobretudo adoro sentir o odor dos livros, o burburinho que vem das salas de aula ou a azáfama provocada pela visita de uma turma.
A minha biblioteca, gosto de dizê-lo, está a tornar-se minha amiga de verdade, está mais colorida, mais vibrante, mais minha. Cada dia que passa é como se a ouvisse dizer-me o quão só ela por vezes se sentiu, o quão desprezada e infeliz na sua “prisão de livros”.
A minha biblioteca já sorri, já respira, já esqueceu as horas de tédio em que poucos a visitavam. Agora palpita de alegria quando os meninos entram, mesmo que corram, pequenos visitantes com um sorriso rasgado nas caritas marotas.
Às vezes dou por mim, esquecida das horas, embrenhada a pensar no muito que ainda me falta fazer para tornar este lugar uma verdadeira “caverna de Ali Babá das histórias e dos saberes”, onde os meus leitores “en herbe” poderão ainda conhecer o Moby Dick, o Tom Sawyer, Os Três Mosqueteiros, o Principezinho, Os Cinco, o Zezé (O Meu Pé de Laranja Lima), os animais das fábulas de La Fontaine, heróis inesquecíveis da minha infância, mas também todos os novos heróis infanto-juvenis que estão na berra e que serão mais fascinantes para eles.
Na minha modesta biblioteca, de livros muito danificados e gastos de tanto serem manuseados pelas mãos ávidas das crianças, sopra uma lufada de ar fresco que vem destes utilizadores de palmo e meio, cheios de uma curiosidade insaciável, genuína, que não poderei deixar morrer.
Por eles e para eles a Biblioteca É!
Um bem-haja para todos os colegas Bibliotecários!
Susana Frikh
( Professora Bibliotecária da E.B.1 de Lagoa)
Desporto na Biblioteca
No passado dia 18 de Novembro a escola substituiu as actividades lectivas por outras actividades escolares, nomeadamente pelo Corta-Mato Escolar.
Assim, foram determinados alguns procedimentos.
A actividade desenvolveu-se das 9h às 13h;
O Director de Turma e, na maior parte das vezes, o Secretário foram os responsáveis pela sua turma durante o desenrolar das actividades, de acordo com o mapa em anexo;
Estes professores encontraram-se com os alunos da turma respectiva na sala onde estes teriam a aula das 9h 15m, de acordo com o mapa em anexo, depois fizeram a chamada e encaminharam-nos para o exterior para assistir ao Corta-Mato ou então para as diferentes actividades a decorrer;
Os professores responsáveis pelos vários espaços “criados”, controlaram as entradas e saídas dos alunos participantes e, no final da actividade, entregaram ao respectivo DT a informação dos alunos inscritos e participantes nas actividades desenvolvidas em cada espaço;
Espaços - Responsáveis - Sala
Biblioteca - Helder Correia ;Emília Firmino - Gertrudes Abrantes - Biblioteca
Sessão de Cinema Francês ( Asterix e Obelix nos Jogos Olímpicos ) - Daniela Vidal; Jessica Fragueiro; Carina Magalhães - Auditório
Oficina da Matemática- José Torres; Luísa Cavaco - Sala 1
Clube de Informática - Henrique Silva ; Jorge Pereira - Sala 9A BE/CRE promoveu algumas actividades para alunos que não estes alunos que não participavam no corta-mato.
Assim, como no dia 19 se comemorava o dia Mundial do Xadrez optou-se por nesse dia promover Torneios de Xadrez os quais decorreram na BE.
Neste âmbito foram também elaboradas algumas actividades/enigmas para os alunos desvendarem.
Saber ler, saber escrever, saber falar
A missão de formar utilizadores de informação e do conhecimento pode centrar-se sobre o trabalho de projecto, uma vez que este implica recolha, compreensão, avaliação processamento e organização da informação com vista à sua apresentação a um determinado público. A comunicação (final ou de controlo do processo) faz parte do processo, não sendo apenas um testemunho final.
1) A primeira delas, é o facto de a perícia e a capacidade de desenvolvimento das capacidades de escrita por parte dos leitores é, em média, maior do que por parte dos não-leitores. A leitura frequente e diversificada põe-nos em contacto com vocabulário, estilos de escrita, modelos de texto, pensamentos, ideias e formas de organização de informação que nos inspiram e servem de alicerce para adquirirmos conhecimentos e para desenvolvermos o nosso próprio estilo. No entanto, se queremos desenvolver alguma capacidade, temos de a praticar. Sabemos que a leitura feita à deriva do virar das páginas, sem rumo e sem espírito inquisitivo e analítico, por muito prazer que possa dar, não produz um conhecimento tão organizado e profundo como uma leitura em que se sublinha, se toma nota, se volta atrás para fazer revisões, se comparam passagens ou textos diferentes. Este é o tipo de leitura sobre o qual se concentra este trabalho: a leitura que serve de apoio à capacidade de produzir análises, sínteses, discussões de ideias e textos originais. É o tipo de leitura que serve de base ao trabalho de projecto e de criação – o tipo de leitura que deve ser dominado por profissionais que utilizem a informação e o conhecimento nos seus trabalhos.
Este tipo de leitura estruturada e produtiva necessita de orientação e de treino. O seu fito é a recolha, organização ou produção de conhecimento. É importante treiná-la porque à maior parte das pessoas não basta correr os olhos pelo texto (ou ouvi-lo) para reter e compreender a informação que é transmitida. A interiorização da informação, ou seja, a sua transformação em conhecimento útil e aplicável em situações novas e diversas necessita de um trabalho em que o leitor desmonta as peças do texto e as monta de novo – por vezes com uma organização diferente, que é aquela que lhe permite melhor recordar ou gerir a informação, ou aquela que lhe melhor lhe permite cruzar os dados recolhidos com outros conhecimentos que já possua.
Como é que a escrita se reflecte na leitura? Obrigando-nos a olhar para os textos com mais cuidado, analisando-os ao nível da qualidade da informação, da pertinência, da organização, da clareza, da comunicabilidade. Quantas vezes nos irritamos com um livro… ou melhor, com um autor que usa uma linguagem hermética, que enche as páginas de palha ou organiza a sequência de temas ou de ideias de uma forma confusa. Acontece com a escrita o mesmo que se passa com outras formas de criatividade, como a música ou as artes plásticas: a partir do momento em que somos obrigados a praticá-las a sério, de uma forma organizada, adquirimos a capacidade de analisar o trabalho dos outros com a capacidade de perceber como foi feito, os ensinamentos ou sugestões que dele se retira, as falhas que possa ter, as diferenças em relação ao nosso próprio trabalho ou ao trabalho de outros autores.
Naturalmente, a Biblioteca não tem, por si só, a missão de substituir um trabalho que cabe aos professores das turmas. Como pode ela, então, trabalhar para esses fins? Penso que pode fazê-lo em duas circunstâncias: nas aprendizagens formais, pode fazê-lo apenas se o professor encomendar um trabalho de projecto aos seus alunos. Nesse caso, seja em parceria com os professores, seja porque os alunos procurem a biblioteca para realizarem os seus trabalhos. Nas aprendizagens informais (ou assim-assim), quando os alunos aderem a actividades, concursos e projectos, organizados pela biblioteca ou por organizações nacionais e internacionais. Daí surge a necessidade de fazer acções de charme junto dos colegas professores e de criar uma agenda de trabalho, uma programação que sirva para agendar as actividades de forma faseada e mais ou menos continuada – sem o que nos arriscamos a perder os bons hábitos que entretanto possam ter sido criados.
No momento em que o papel das bibliotecas está a ser redefinido e em que se procura consciencializar o público dessa redefinição, este é um dado importante a ter em conta. Após a instalação de uma rede nacional de bibliotecas, procura-se agora que estas aprofundem e intensifiquem a sua actuação. Para isso, espera-se que desenvolvam serviços e planos de actividades que permitam o desenvolvimento da literacia e que, em especial, as transformem em locais de aquisição e de produção de conhecimentos. Dos bibliotecários espera-se que sejam gestores de informação (não apenas de uma colecção) e que tenham, nas suas escolas, o papel de peritos em informação, incluindo na instrução do uso das novas e velhas tecnologias da informação.
O trabalho de projecto tem valor por muitas razões. Enquanto professor, desenvolvi-o com os meus alunos (umas vezes melhor do que outras) com dois grandes objectivos: desenvolver a capacidade de pesquisar, recolher e organizar informação; desenvolver a capacidade de apresentar essa informação por escrito e oralmente. Alguns alunos são peritos natos em qualquer forma de comunicação. Outros são muito bons numa e não tanto noutras. As melhores surpresas foram sempre as de alunos que nunca se exprimiram bem por escrito, mas que eram muito bons comunicadores orais, capazes de explicar os seus temas de trás para a frente e de fazerem comentários a intervenções ou perguntas inesperadas dos colegas ou do professor.
A biblioteca sempre foi um parceiro fundamental neste tipo de projectos, porque oferecia os documentos ou os meios informáticos a partir dos quais era possível obter informações. Os meios informáticos foram-se tornando um empecilho, porque facilitavam o plágio e a realização de trabalhos acéfalos. Obrigaram ao desenvolvimento de novas tácticas que, não invalidando o recurso à Internet, obrigavam os alunos a ler e pensar sobre a informação recolhida.
Algumas das muitas competências que podemos desenvolver através do trabalho de projecto são as da comunicação. Comunicar é uma das coisas mais importantes que podemos ensinar ou aprender nas escolas. Quando aqui me refiro a saber comunicar, refiro-me a fazê-lo de diferentes formas, para diferentes públicos e em diferentes contextos, cada um deles pressupondo objectivos e normas próprios que têm alguma razão de ser.
É importante saber comunicar por escrito, mas a comunicação escrita é apenas uma das modalidades ao nosso dispor, e não serve para todos os fins ou para chegar a todas as pessoas. Convém saber qual é a forma mais adequada de compor um determinado texto para uma determinada situação, o veículo ou canal utilizado para contactar o público e a forma como se deve sequenciar ou dramatizar o conteúdo.
Também é importante saber comunicar oralmente, visualmente (graficamente), utilizando música, utilizando as posturas corporais, as expressões faciais, o tom de voz… Os vários canais, as diferentes me, os múltiplos códigos que utilizamos quando comunicamos são complementares. Todos têm a sua importância. Todos são potencialmente úteis para atingir o objectivo da comunicação: afectar um público, modificando o conteúdo e/ou o funcionamento cognitivo e emocional da sua mente.
Comunicar é algo que fazemos de diversas maneiras: oral, escrita, gráfica... Ao longo dos seus 12 anos de escola, as crianças são ensinadas a fazê-lo de diferentes maneiras. É importante que as aprendam a todas, se bem que a maior parte de nós tenha maior facilidade em comunicar de uma determinada maneira e menos facilidade em comunicar de outras maneiras. Por exemplo, há alunos que são muito bons a escrever texto literário, mas que não são tão bons a escrever textos científicos e organizados por tópicos. Há alunos que têm dificuldade em escrever qualquer tipo de texto, mas que têm uma grande facilidade em comunicar oralmente.
Um dos papeis da escola é o de dar oportunidade a cada aluno para brilhar na modalidade que mais o favorece mas, ao mesmo tempo, incentivá-lo a desenvolver-se nas competências em que é mais fraco. O ideal é que no final dos seus doze anos de escola o aluno seja capaz de explicar ou defender ideias oralmente em discussões públicas, sem ter vergonha de se expor, e que seja capaz de escrever textos literários, informais ou técnicos - as diferentes modalidades de texto escrito - ainda que tenha uma clara preferência por algum deles.
Por fim, é preciso não esquecer que para haver comunicação é preciso ter alguma coisa para dizer. Um comunicador não é um simples actor, um intérprete. Ainda que um actor possa dizer excelentemente um texto, é preciso haver quem o escreva. Um autor eficiente produz um texto que tenha potencial para chegar ao público, preparando o caminho npara o sucesso do intérprete. Uma boa performance sem conteúdo não é comunicação. Um bom texto com uma performance tão má que afaste a atenção do público também não é comunicação.
a) Entendida como um elemento em si, ou melhor, que tem conteúdos e utilidade próprios, a aprendizagem da comunicação vale pela capacidade que nos dá de organizar ideias de forma lógica e pela atitude, fundamental à vida em sociedade e ao trabalho cooperativo, de pensar a partir da perspectiva do outro: se eu quiser ser um bom comunicador, não devo exprimir as minhas ideias à minha maneira, mas antes preparar ideias de interesse comum (que até podem ser as minhas) e apresentá-las de maneira a poderem ser facilmente organizadas, compreendidas e avaliadas pelos outros.
b) A apresentação escrita ou oral do resultado final de um projecto (um trabalho) um trabalho de preparação que obrigará a estudar determinadas matérias. Pode ser um trabalho feito de raiz pelos alunos ou um aprofundamento. Um trabalho feito com poucas indicações por parte do professor obriga a um maior esforço dos alunos, mas também oferece resultados mais profundos e duradouros. Em contrapartida, os riscos que cria são muito maiores. É um trabalho que favorece os alunos criativos e bem preparados. Um trabalho altamente estruturado oferece menos oportunidades à criatividade, mas favorece uma maior qualidade final e facilita a avaliação.
Como se disse, a biblioteca e o bibliotecário podem ser factores importantes na dinamização e no sucesso de trabalhos de projecto. Como temos ouvido e observado na literatura disponível sobre gestão de bibliotecas escolares, o papel de ambos é o de apoiar e desenvolver um conjunto de capacidades que são necessários para a apresentação do trabalho final. Esse trabalho será tanto mais produtivo quanto maior for o entrosamento entre o professor da turma/disciplina e a biblioteca.
- Saber o que se vai dizer.
- Pensar no público (pessoa ou pessoas) a quem nos dirigimos.
- Escolher e conhecer os meios que serão utilizados para entrar em contacto com o público: uma apresentação oral “a capela”? Uma apresentação multimédia? Um trabalho escrito? Conhecer as regras, as vantagens e desvantagens e as exigências da utilização de cada meio.
- Procurar encantar o público e não ser maçudo – dizer o essencial, mas não mais do que o estritamente necessário. No final da comunicação pode-se fazer perguntas ao público para verificar a compreensão, no caso de o público não tomar a iniciativa de colocar questões. Numa apresentação com diapositivos (Power Point ou equivalente), convém colocar o mínimo de texto possível nos diapositivos e apresentar a informação oralmente. Os diapositivos são apenas um instrumento de apoio. Se quiser dar informação por escrito, distribua uma folha com um resumo.
- Ter presente o resultado que se pretende alcançar
- Encadear as ideias de uma forma que seja ao mesmo tempo lógica e clara para as pessoas a quem nos dirigimos
- Usar uma linguagem simples e clara
- Não fazer de conta que todos sabem informações importantes para que o texto (oral ou escrito) seja compreendido da forma que se pretende
- No caso de estar a defender uma opinião (texto argumentativo) justificar todas as opiniões e começar por dizer onde se quer chegar - não só é mais honesto como facilita a compreensão.
Paulo Sousa
Professor Bibliotecário do Agrupamento Vertical de Escolas Jacinto Correia
Documento de Trabalho
Os colegas do grupo de trabalho devem ler o seguinte documento, que será analisado na próxima reunião do dia 20 de Outubro:
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo5551.PDF
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo5551.PDF
A BIBLIOTECA ESCOLAR NA FEIRA DA CIDADANIA/FESTA DA CRIANÇA DO CONCELHO DE LAGOA
O grupo de trabalho da Rede de Bibliotecas Escolares do concelho de Lagoa, com o apoio da Direcção Regional de Educação do Algarve , esteve presente na Feira da Cidadania/Festa da Criança que decorrer na cidade de Lagoa de 29 de Maio a 2 de Junho.
Esta participação apresentou duas vertentes: recriação de uma pequena biblioteca escolar e lançamento do livro “Era uma vez um cavalo: História colectiva”, realizado no âmbito da comemoração do Dia das Bibliotecas Escolares, nas várias escolas do concelho, e publicado com o patrocínio da Câmara Municipal de Lagoa.
Foram objectivos desta iniciativa divulgar o Programa da Rede de Bibliotecas Escolares junto da comunidade local, promover as competências da literacia e o gosto pela leitura, envolvendo o pais e filhos.
O lançamento do livro “ Era uma vez um cavalo : história colectiva” realizou-se hoje, dia 1 de Junho, pelas 17.30. A apresentação esteve a cargo da Coordenadora Local da RBE, Professora Madalena Santos, e contou com a presença da interlocutora do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares na Drealg, Drª Filomena Branco e da Bibliotecária Municipal, Drª Clara Andrade.
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